24|25 de novembro

PALESTRAS | 25/11

AUDITÓRIO

|  UTP

9h | CINEMA ESPANHOL, PASSADO E PRESENTE: CONTINUIDADES ANALÍTICAS, EMERGÊNCIAS TEMÁTICAS

Centrando-se na observação de narrativas fílmicas no cinema espanhol do presente e do passado, a proposta da apresentação é promover um debate algo sistematizador algo ensaístico sobre a cartografia cinematográfica espanhola observando suas marcas de inflexão a partir da década de 2000. A ideia é estabelecer pontos de conjunção desse cinema, entre passado e presente, em que o humano ressurge sob a contingência da espera e a transitoriedade da condição do desenraizamento, vistos nas diferentes composições fílmicas que avançam, tentativamente, sobre o fim do ideário social da hispanicidade a partir de suas novas identidades geográficas, e ao mesmo tempo dialogam com a formas clássicas do passado.

|  PALESTRANTES

  RAFAEL TASSI TEIXEIRA (UTP)

Doutor em Sociologia pela Universidade Complutense de Madrid (2004). Professor do Programa de Mestrado e Doutorado (PPGCom) em Comunicação e Linguagens da UTP/PR e Professor Adjunto da Unespar\FAP (Sociologia da Arte e Estudos Culturais). Atualmente, é Vice-Coordenador (desde 2014) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens (PPGCom\UTP). Autor de diversos artigos científicos, capítulos de livros, atua nas áreas de Comunicação e Artes, com ênfase em Cinema e Migrações, Cinema Ibero-Americano, Cinema Brasileiro Contemporâneo. É lider do Grupo de Pesquisa GRUDES (Desdobramentos Simbólicos do Espaço Urbano nas Narrativas Audiovisuais, CNPq) e membro do Grupo de Pesquisa Interculturalidade, Cidadania, Comunicação e Consumo da ESPM (CNPq), e do Grupo de Pesquisa Cinecriare, Unespar (CNPq). Seus estudos abrangem a área das mediações culturais, estudos diaspóricos, identidades emergentes e a sociologia dos processos migratórios, destacando-se, recentemente, as construções das alteridades in between na cinematografia contemporânea. Desenvolve pesquisas, na atualidade, sobre a identidade e o tratamento sinedóquico das minorias no cinema ibero-americano.

  SANDRA FISCHER (UTP)

Pós-doutora em Cinema pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ, 2009) e doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP,2002). Possui mestrado em Letras/Literaturas de Língua Inglesa (Universidade Federal do Paraná-UFPR,1989) e graduação em Letras Inglês (UFPR,1986); é especialista em Planejamento e Administração Pública (Fundação Getúlio Vargas-FGV, 1997), tecnóloga em Desenho Industrial (Universidade Tecnológica Federal do Paraná-UTFPR, 1979). Atualmente é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Tuiuti do Paraná (FCSA-UTP), no qual atua como pesquisadora e docente; na mesma universidade, trabalha como docente junto aos seguintes cursos: Especialização em Rádio e Televisão, Graduação em Comunicação Social/Rádio e Televisão e Graduação em Design/habilitação em Moda. É assessor ad hoc/parecerista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo/FAPESP, membro pesquisador do Centro de Pesquisas Sociossemióticas (PUC/SP:COS-USP:FFLCH-CNRS:FNSP), membro do conselho editorial da Rumores - Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias, e do conselho editorial da Revista Dobras; de 1999 até 2005 foi coordenadora editorial da Significação - Revista Brasileira de Semiótica. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Comunicação Visual, e também na área de Artes. Atua principalmente nos seguintes temas: cinema contemporâneo; cinema brasileiro contemporâneo; expressividades poéticas no cinema; televisão; telenovela; figurino, moda e design de moda.

10h30 | RESSIGNIFICAÇÕES DO MELODRAMA: IDENTIDADES, REPRESENTAÇÕES E AFETOS NA FICÇÃO TELEVISIVA

A palestra discutirá a ambiência de produção das séries e minisséries televisivas sinalizando para um campo de investigação importante quanto à atribuição de sentido e significação dessas narrativas audiovisuais contemporâneas. O destaque fica por conta do papel na reorganização de identidades e afetos em dois recortes empíricos de observação: a mulher latina e os mortos-vivos. No que diz respeito a representação da mulher latina apresenta-se um cenário com estereótipos negativos, que parecem justificar e reproduzir seu lugar subalterno. São alusões mais ou menos diretas a preconceitos de gênero, classe e “raça”, que contêm uma mensagem discriminatória tanto mais potente quanto mais banalizada. Essas representações negativas são acompanhadas por determinadas convenções estéticas e estilísticas, ainda que existam certas exceções. No que diz respeito aos mortos-vivos tem-se adotado a definição (ainda em devir teórico-crítico) de “zumbi sentimentalizado”. Em outros termos, a representação de metáforas e problemas sociopolíticos por meio da figura do desmorto é acrescida de uma característica muito peculiar de construção narrativa: os personagens zumbis, vistos neste prisma, são marcadamente humanos, sentimentais, românticos, afetivos e de caracterização nada convencional. Elementos como depressão, culpa, suicídio, nostalgia, melancolia, enfim, as “dores da alma” e suas consequências ganham espaço nesta ótica de análise.

|  PALESTRANTES

  ANDERSON LOPES (USP)

Doutorando em Ciências da Comunicação (Área de Concentração I: Teoria e Pesquisa em Comunicação), na linha de pesquisa em Linguagens e Estéticas da Comunicação, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (PPGCOM/ECA-USP). Mestre em Comunicação (Área de Concentração: Comunicação e Sociedade), na linha de pesquisa em Comunicação, Educação e Formações Socioculturais pela Universidade Federal do Paraná (PPGCOM/UFPR). Especialista em Comunicação, Cultura e Arte pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade do Norte Novo de Apucarana (FACNOPAR). Faz parte da equipe de pesquisadores do projeto Jovem e consumo cultural em tempos de convergência: um olhar sobre o estado do Paraná, com auxílio financeiro do Edital MCT/CNPq Nº 018/2012 Ciências Humanas. O projeto, que compõe a Rede Brasil Conectado, é parte da pesquisa nacional Jovem, Consumo Midiático e Convergência, coordenada pela Profª. Drª. Nilda Jacks (UFRGS). É membro do grupo de pesquisa NEFICS (Núcleo de Estudos em Ficção Seriada), da UFPR, vinculado ao CNPq, e também do GELiDis (Grupo de Estudos Linguagens e Discursos nos Meios de Comunicação) da ECA-USP. Bolsista Capes, pesquisa os seguintes temas: A) ficção televisiva e as teorias imagéticas; B) lógicas de produção, distribuição e consumo de obras ficcionais em serviços on demand; C) processos de hibridização cultural, mediações e interculturalidade; D) matrizes bakhtinianas tensionadas à cultura audiovisual; E) formatos, gêneros, estéticas e estilos televisivos na América Latina; F) narrativas seriadas e os Estudos Culturais (foco em gênero e representações sociais e cultura brasileira); entre outros temas.

  REGIANE RIBEIRO (UFPR)

Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC - SP. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC - SP. Tem graduação em Comunicação Social. Líder do grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq): NEFICS - Núcleo de Estudos em Ficção Seriada e colaboradora do Grupo COMXXI. Professora adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Professora Permanente do Mestrado em Comunicação na linha de pesquisa Comunicação, Educação e Formações sócio-culturais. Atualmente coordena a pesquisa REPRESENTAÇÃO DA MULHER LATINA NO AUDIOVISUAL: ESTEREÓTIPOS, LIMITAÇÕES E RESSIGNIFICAÇÕES e é coordenadora do projeto JOVEM E CONSUMO CULTURAL EM TEMPOS DE CONVERGÊNCIA: um olhar sobre o estado do Paraná, ligado a rede de pesquisa BRASIL CONECTADO. Tem experiência na interface Comunicação e Cultura e Comunicação e Educação atuando principalmente nas seguintes temáticas: Diversidade Cultural, Representações Sociais, Multiculturalismo, Mídia e Educação, Mídia e Consumo.

14h | A TRANSPOSIÇÃO DO PICTÓRICO PARA O CINEMATOGRÁFICO NO CINEMA CLÁSSICO HOLLYWOODIANO

A palestra apresenta de que forma o cinema hollywoodiano clássico incorporou em alguns de seus filmes a estética pictórica de artistas como Goya, Velasquez ou de movimentos das Artes Plásticas como o Romantismo e o Barroco, produzindo obras cinematográficas que podem ser utilizadas como referências para apreciação e o ensino das Artes Visuais.  

|  PALESTRANTE

  NELSON SILVA JUNIOR (UEPG)

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (1987), graduação em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (2006) e mestrado em Ciências Sociais Aplicadas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (2008). É doutorando pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em Ensino de Ciência e Tecnologia. Atualmente é professor assistente da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: arte, ensino, educação, cinema, produções artísticas. Foi chefe do Departamento de Artes entre 2011 e 2015 e foi coordenador dos cursos de Licenciatura em Artes Visuais e Licenciatura em Música da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Também foi coordenador da Galeria de Artes PROEX da Universidade Estadual de Ponta Grossa de 2008 a 2009.

15h30 | ISTO É UM AUTOR: SOBRE AUTORIA E IDENTIDADE NO DOCUMENTÁRIO IDENTIDADE DE NÓS MESMOS, DE WIM WENDERS

Em 1989, o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou, sediado em Paris, convida Wim Wenders a realizar um curta metragem sobre "o mundo da moda", proposta que o cineasta inicialmente acolhe com forte desconforto, como deixa expresso logo no início do filme. "Mas o que tenho a ver com moda? (...) A mim me interessa o mundo, não a moda." Porém, o sentimento inicial de desconforto, de recusa, para um artista sempre em busca, como Wenders, pode se tornar menos um motivo para abandonar o projeto e mais uma motivação para abraçá-lo. O resultado foi o documentário Aufzeichnungen zu Kleidern und Städten (cujo título poderia ser traduzido por Anotações sobre Roupas e Cidades, mas que foi difundido no Brasil como Identidade de Nós Mesmos), um filme extremamente sensível em que Wenders se vê confrontado com o processo criativo de um outro artista - o estilista Johji Yamamoto -,  de uma outra arte - a moda -, e de uma outra cultura - a japonesa -, e é instigado a repensar, a partir deste Outro tão flagrante, questões relativas à própria identidade de sua arte e de si mesmo como artista. "O que seria isto, identidade?", ele se pergunta na abertura do filme. Naturalmente que a questão do autor acaba por emergir neste contexto, e é a partir dela que esta palestra se desdobra.

 

Passando por um delineamento do percurso histórico da noção de autor, que migra do campo da Literatura para o do Cinema, e recebe deslocamentos contemporâneos com as perspectivas de Michel Foucault e Roland Barthes, esta palestra visa apresentar o direcionamento que esta noção adquire nas inquietações de Wim Wenders e o modo como ela é percebida por este diretor a partir de sua experiência de identidade/alteridade diante de Yamamoto. As percepções de Wenders em Identidade de nós mesmos proporcionam, aqui, a ancoragem necessária para observar como a questão do autor aporta em um autor de cinema específico, a partir do seu confronto com um outro artista, no qual ele, como autor, reconhece um Outro autor.

 

Palavras-chave: Autoria; Identidade/Alteridade; Johji Yamamoto; Wim Wenders

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  BEATRIZ VASCONCELOS (UNESPAR)

Graduada em Letras (Português) pela Universidade Federal de Goiás (1994), mestre em Letras Clássicas (Latim) pela Universidade de São Paulo (2000) e doutora na mesma área pela Universidade Humboldt (Berlim, Alemanha, 2009). Atualmente, atua como professora de Linguística e de Língua Portuguesa na UNESPAR-Campus de Paranaguá. É membro do grupo de pesquisa CINECRIARE - Cinema: Criação e Reflexão, desenvolvendo pesquisas na intersecção entre os estudos da enunciação, das teorias da recepção e os estudos de cinema. Em nível de extensão, atua com foco na formação de leitores de literatura e de cinema, como coordenadora do Projeto Fora das Grades. O objetivo é criar, neste projeto, práticas que possibilitem aos participantes se apropriarem de referenciais culturais essenciais à sua formação como leitores críticos de cinema e os fortaleçam em suas subjetividades e em suas relações no mundo, comprometidos com o respeito à diversidade humana e com a desconstrução de preconceitos e estereótipos.

2ª JORNADA DE CINEMA E FICÇÃO AUDIOVISUAL 2016

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