24|25 de novembro

CONFERÊNCIA DE ABERTURA | 24/11

AUDITÓRIO

|  UFPR

19h

19h | FICÇÃO TELEVISIVA: TRANSFORMAÇÕES E RUPTURAS

O sucesso, em escala mundial, principalmente das séries estadunidenses, mas também das nacionais, comprova a importância que esse formato adquiriu nos últimos anos entre os telespectadores e nos estudos de Comunicação. Fato que teria levado à substituição da cinefilia pela seriefilia criando um terreno propício tanto para o aprofundamento das discussões em torno da TV de qualidade e da chamada cult TV quanto para o debate sobre a internacionalização e transnacionalização de conteúdos. Ao mesmo tempo, os estudos de recepção de televisão sofrem um redimensionamento tanto em suas abordagens quanto em suas ferramentas de análise buscando apreender mudanças e transformações nas formas e modalidades de assistência, fruição e engajamento dos espectadores.

No polo da produção, a ascensão mundial das séries de televisão tem propiciado um grande número de estudos que as analisam a partir de diferentes perspectivas dentre as quais destacamos : representações, identidades culturais e/ou de gênero ; estudos dos gêneros e das estruturas narrativas ; estilos e estéticas televisivos ; discursos,  ideologias e mundos ficcionais.  Tal multiplicidade de enfoques desvela a complexidade desse objeto e coloca desafios para os estudiosos da Comunicação na atualidade. 

Nesse contexto, a discussão em torno dos gêneros e formatos ficcionais ganha relevância devido não apenas à sua pertinência e abrangência teórica e metodológica nos estudos de Comunicação, mas também à sua dimensão cultural. Gêneros e formatos ficcionais compõem o circuito da comunicação e, portanto, constroem práticas, conceitos, códigos que são em grande medida constituídos na forma de retroalimentação. Nessa perspectiva, as questões simbólicas não se desvinculam das práticas concretizadas em cada uma das etapas do circuito da comunicação marcadas pelo constante tensionamento frente a transformações impulsionadas por inovações tecnológicas. Nesse cenário, compreendemos a dupla articulação (gênero-formato ficcional) como um das instâncias de mediação cultural  por meio das quais se configura a produção de sentido na Comunicação. Organizando a discussão sobre uma espécie de continuum que se articula cultural e economicamente entre gênero e formato, pretendemos destacar elementos estruturais em sua perspectiva discursiva e estilística das ficções seriadas na atualidade que vêm se configurando como distintivos da chamada complexidade narrativa entre os quais destacamos : folhetinização ; temporalidade, reassistibilidade.

| MARIA CRISTINA PALMA MUNGIOLI (ECA-USP)

Professora doutora da Escola de Comunicações e Artes - USP, onde ministra aulas em cursos de graduação e pós-graduação (stricto sensu e lato sensu). Possui graduação e licenciatura em Letras pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP, graduação e licenciatura em Pedagogia pela Faculdade de Educação da USP, Mestrado em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (2000) e Doutorado em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes - USP (2006). Estágio pós-doutoral na Université Sorbonne Nouvelle (Paris 3) com bolsa FAPESP (2016). Tem experiência nas áreas de Comunicação e Educação. Coordenadora do GI Ficção Televisiva e Narrativa Transmedia dos Congressos 2014 (Lima, Peru) e 2016 (Cidade do México) da ALAIC (Associação Latino-americana de Investigadores da Comunicação).Tem trabalhado com os seguintes temas: comunicação, estudos de televisão, formatos e linguagem televisuais, teledramaturgia, narrativa transmedia, destacando o estudo de: telenovelas, minisséries, séries e identidades; linguagem e cognição, cultura narrativa; Educomunicação.

2ª JORNADA DE CINEMA E FICÇÃO AUDIOVISUAL 2016

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